02.11.07
"SECA"
Quase quatrocentos municípios do Brasil sofrem com a falta de água. A seca que atinge o país é o tema do Profissão Repórter. Os repórteres Felipe Gutierrez e Caio Cavechini percorrem o interior do Piauí, onde um milhão de pessoas são afetadas pela escassez de chuva. Descobrem poços fechados e uma barragem cheia - de onde a água não sai. E Caco Barcellos viaja pelo sertão da Paraíba e acompanha o sacrifício de brasileiros que percorrem quilômetros para conseguir um pouco de água.
postador por: redação profissãorepórter
25.10.07
“SEM UMA PRATA NO BOLSO”
Deixei recado na Secretaria de Cultura de Mantenópolis. Estava à procura do "grande cineasta do Espírito Santo", como o próprio Manoel Loreno se intitula. O retorno veio de um orelhão: uma voz baixa, um sotaque caipira e um riso solto. "Como é que eu faço para achar o senhor? Pode mandar me chamar. Aqui todo mundo me conhece, só demora porque eu venho a pé".
Antes de ir à cidade de apenas dez mil habitantes, assisti a alguns filmes de seu Manoelzinho. Nenhum era comédia, mas todos eram engraçados. Fazem rir porque quebram toda e qualquer regra conceitual e estética da indústria cinematográfica. O cenário é improvisado com qualquer coisa e as cenas mantêm os erros dos atores - parentes e amigos do diretor. O próprio Manoelzinho, apesar de não ter muita pinta de galã, sempre ganha o papel do herói. O caráter experimental, espontâneo e brega divertem, e muito.
Mas a história real de seu Manoelzinho já não tem a mesma graça. Manoel Loreno tem menos de 50 anos, mas olhando para ele parece que viveu mais. Já fez mais de 30 filmes, mas olhando pra o que ele tem, parece que fez menos. No barraco em que vive com a mulher e os dois filhos, às vezes tem comida, às vezes, não. "Eu fico sem graça de levar vocês na minha casa, porque é muito humilde e quem não me conhece acha que eu sou rico por causa dos filmes que fiz". Realmente não há riqueza na casa que ele mesmo ajudou a construir no topo do morro, numa rua aonde o calçamento não chegou.
Então de onde vêm sua risada constante e a vontade incessante de fazer mais e mais? É que dentro deste homem simples vive um cineasta que não vê obstáculos em ser analfabeto e em não ter, como ele mesmo diz "uma prata no bolso". Um dia esse cineasta resolveu se levar a sério: pediu uma câmera VHS emprestada, chamou uns amigos, inventou uma história e da forma mais caseira e precária possível fez o primeiro. Não parou mais.
A prefeitura da cidade passou a dar uma ajuda, pagando para exibir uns filmes na praça e patrocinando outros - nada muito caro, considerando que o equipamento, o elenco e a equipe não são profissionais. E só. A ousadia e o esforço de levar o amor ao cinema adiante não renderam muitos frutos.
Pois deveriam. A forma e o conteúdo de seus filmes podem estar longe do que é legitimado comercial, mas as histórias, os personagens, os nomes, as falas, tudo sai da cabeça dele: um servente de pedreiro que vive num lugar que nem cinema tem.
Sua contribuição vai além. Durante as gravações, pessoas comuns, moradores da pacata cidade, vivem experiências diferentes de suas rotinas. Para alguns, um passeio inédito e único pela cultura.
E o cineasta não pára. Ele grava, agora sim, uma comédia e diz ser este o maior desafio de todos. Por quê? "É muito difícil fazer as pessoas rirem hoje em dia". Em seguida virá outro, um filme de espionagem: "007 do Agreste - Liberado para matar", em que ele promete muita ação, fogo, perseguição e por aí vai. Resta saber se seu Manoel Loreno vai chegar tão longe quanto alcança sua imaginação.
*Mariane Salerno
postador por: redação profissãorepórter
18.10.07
PROFISSÃO REPÓRTER ESPECIAL
“O BRASIL DA HORA-EXTRA”
Trinta e sete milhões de brasileiros têm mais de um emprego ou fazem hora extra. Nessa edição especial do Profissão Repórter, os jovens jornalistas acompanham a rotina de quem passa mais tempo no emprego do que em casa: a história de Vera, a vendedora de café, faxineira, costureira, cabeleireira; o longo dia de Rogério, o homem que acorda às três da manhã, tem dois empregos e, no ônibus, ainda faz bico de vendedor. E a equipe mostra também os sonhos de brasileiros que lutam para mudar de profissão: o flanelinha que luta para ser campeão de boxe; o pedreiro que quer ganhar dinheiro como galã e diretor de cinema; e a história de Seu Jorge, o borracheiro que virou cantor de sucesso.
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16.09.07
"O JULGAMENTO DE RENAN CALHEIROS"
A equipe do Profissão Repórter acompanhou os bastidores do julgamento que parou Brasília. Caco Barcellos revela os detalhes da votação secreta que aconteceu no Congresso Nacional: a pancadaria entre parlamentares e seguranças, as intrigas, as acusações. Os repórteres Felipe Gutierrez e Gabriela Lian viajam até Murici, em Alagoas, cidade natal de Renan Calheiros. E Júlia Bandeira entrevista Mônica Veloso, a jornalista que teve uma filha com o presidente do Senado.
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30.08.07
PROFISSÃO REPÓRTER ESPECIAL
"O BRASIL SOBRE DUAS RODAS"
A cada minuto, 3 motos são produzidas no Brasil. A moto é o meio de transporte de 8 milhões de brasileiros. Nesta quinta-feira, logo após a Grande Famiília", o Profissão Repórter ganha uma edição especial. A equipe saiu às ruas para mostrar a vida de quem usa a moto para ganhar tempo e dinheiro. No trânsito caótico de São Paulo, as histórias surpreendentes de quem precisa da moto para sobreviver. O drama de Alexandre, o motoboy que perdeu uma perna e voltou a rodar entre carros e caminhões. No Nordeste, a moto toma o lugar do jumento. Na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro, a moto virou táxi. E em Londres, Caco Barcellos descobre que o jeitinho brasileiro de pilotar pode render até 12 mil reais por mês.
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18.08.07
"SEGURA, PEÃO!"
A equipe do Profissão Repórter acompanha os preparativos da Festa do Peão de Barretos, a maior do Brasil. Caco Barcellos revela os bastidores do evento que reúne oitocentas mil pessoas. Thiago Jock viaja até Tupã, no interior de São Paulo e confere como vive Formiguinha, um dos peões mais famosos do Brasil. Os repórteres Felipe Gutierrez e Mikael Fox mostram as extravagâncias com os touros de rodeio que são tratados como estrelas. E Mikael aceita o desafio: montar no touro Rebelde.
postador por: redação profissãorepórter